terça-feira, 23 de março de 2010

Basquete em cadeira de rodas é um esporte para indivíduos portadores de deficiência física permanente na parte inferior do corpo. É usado um sistema de classificação individual para cada jogador dando para cada um uma classificação de acordo com a observação de seus movimentos e habilidades permitindo assim a inclusão de vários deficientes sem descrimina-los em suas limitações ou desempenho. As regras do basquete sobre rodas são muito semelhantes do jogo tradicional. São feitas algumas modificações que levam em consideração o uso da cadeira de rodas, a mecânica de sua locomoção e a necessidade de jogar sentado. Porém, o principal objetivo da pratica de basquete é o convívio entre indivíduos portadores de deficiência física, trocando assim esperiências, sonhos e objetivos.

Regras
As regras do Basquetebol em Cadeira de Rodas são as mesmas do Basquetebol convencional. No entanto, pelo fato dos atletas obrigatoriamente jogarem sentados na cadeira de rodas, algumas modificações foram feitas. O jogador só poderá impulsionar as rodas duas vezes antes de driblar, passar, ou arremessar a bola. Se o jogador impulsionar as rodas três vezes, incluindo movimentos de pivô, será considerado violação de percurso. A tabela é localizada na mesma altura do jogo para os jogadores profissionais adultos situada a 3,05 metros do chão.

Cadeira de rodas
A cadeira deve ter medidas como pré-requisito, como forma de garantir a segurança e igualdade na competição. A cadeira deverá ter 3 ou 4 rodas; duas rodas grandes localizadas na parte traseira da cadeira e uma e/ou duas rodas pequenas na parte da frente. Nas últimas décadas, passou a se utilizar uma pequena rodinha, chamada de anti-tip, colocada na parte traseira e mantida a 20 cm do solo. O objetivo é que o contato com o chão possa dar uma maior segurança ao jogador. Os pneus traseiros devem ter um diâmetro máximo de 71 cm, e a roda deverá possuir um aro para impulsão.

A altura máxima do assento não pode ultrapassar 53 cm do solo e o descanso para os pés não deve passar de 11cm do solo, com as rodas dianteiras em posição alinhada para movimento para frente. A parte de baixo do descanso para os pés deverá ser desenhada de tal maneira que não danifique a superfície da quadra. O jogador deve usar uma almofada de material flexível sobre o assento da cadeira . A almofada deverá ser da mesma largura e comprimento do assento da cadeira e não pode exceder 10 cm de espessura, exceto para os jogadores das classes 3.5, 4.0 e 4.5, onde a espessura máxima permitida é de 5 cm.

Falta técnica
Uma falta técnica será cobrada sempre que um jogador demonstrar deliberadamente conduta anti-desportiva; quando um jogador elevar-se do assento da cadeira ou quando remover os pés do descanso de pé ou usar outra parte do corpo que não as mãos, para obter vantagens, tais como frear ou manobrar a cadeira. A cobrança para a falta técnica é de 1 (um) arremesso livre concedido ao adversário, mais a posse de bola do lado oposto à mesa. O capitão do time cobrador da falta designará o jogador que executará os arremessos.

Classificação funcional
É usado um sistema de classificação para jogadores em cadeira de rodas que dá a cada um uma classificação de acordo com a observação de seus movimentos e habilidades (performance) durante sua apresentação em uma partida de basquete, tais como, movimentação de cadeira, driblando, passando, recebendo, arremessando e pegando um rebote. Estas classificações são 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0 e 4,5. Cada jogador recebe uma pontuação no valor igual à sua classificação. Os valores dos pontos dos cinco jogadores serão somados para formarem o total de pontos do time. Para campeonatos internacionais, competições paraolímpicas, campeonato regionais e qualificação para estes eventos, os valores de pontos total do time não podem exceder de 14 pontos. O time que inicia o jogo deverá manter seu número de pontos mesmo com as substituições subseqüentes de jogadores ou seja 14 pontos no total.

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